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PRÊMIO LIBRE PELA BIBLIODIVERSIDADE

PRÊMIO LIBRE PELA BIBLIODIVERSIDADE

A Libre – Liga Brasileira de Editoras, entidade representantes das pequenas e médias editoras independentes do Brasil, em parceira com a AIEI – Aliança Internacional de Editores Independentes, tem a honra de lançar o 1º Prêmio Libre pela Bibliodiversidade, patrocinado pelas Bibliomundi e Meta Solutions, empresas que trabalham seriamente pelo progresso de nosso setor editorial.

O prêmio visa congratular um ensaio inédito acerca de temas relativos à bibliodiversidade, aqui entendida como um complexo e autossustentável sistema de contar e fazer circular histórias, escrever, publicar e de outras formas de produção da oratura e da literatura, em que a palavra contribua com um ecossistema social, diversificado e saudável.

Com essa iniciativa esperamos somar forças e prática ao cadeira do livro e da leitura. Contamos com a divulgação e participação máxima de vocês.

O formulário de inscrição encontra-se no anexo I do edital do prêmio.

Acesse o edital

Cronograma

Formulário de Inscrição

Convidados internacionais falarão sobre bibliodiversidade

Três editores internacionais são destaques na programação da Primavera Literária, edição do Rio de Janeiro, promovida pela Liga Brasileira de Editoras (Libre), de 3 a 6 de dezembro, no Museu da República. O francês Gilles Colleu, o chileno Paulo Slachevsky  e o argentino Guido Indij estarão no Rio para falar sobre bibliodiversidade, a pluralidade cultural aplicada ao livro — de vozes, temas, títulos, culturas, editoras, autores e ilustradores. Os três participam da mesa  Os desafios atuais da bibliodiversidade, na sexta-feira (4/12), às 18h30. 
 
Os princípios da bibliodiversidade visam a democratizar e a dar voz às expressões da cultura independente.  O conceito nasceu na América Latina e se difundiu rapidamente nos países hispânicos e na França durante a década de 1990. 
 
No Brasil, a Libre e suas 130 editoras associadas são as principais porta-vozes da bibliodiversidade.

Confira o perfil dos convidados internacionais.
 

Gilles Colleu (francês) é editor e professor associado no departamento Métiers du livre au sein de l’Université de la Méditerranée à Aix-en-Provence. Trabalha há 25 anos como consultor para pequenas, médias e grandes editoras e participou da realização de mais de 1.500 obras. Além disso, é o autor de títulos multimédia culturais para jovens, traduzidos para vinte idiomas. Gilles criou e dirige com Jutta Hepke as edições Vents, cujo catálogo tenta construir pontes entre as culturas do Sul e as culturas do norte. Seus trabalhos mais recentes questionam os aspectos sócio-econômicos e as mudanças pelas quais passa o setor editorial, como a mercantilização e a financeirização do livro. Associou-se em 2002 à Aliança Internacional dos Editores Independentes, que tem como um dos propósitos defender a bibliodiversidade. Através de seminários, artigos e intervenções, Gilles dá especial ênfase aos mecanismos que colocam em risco a diversidade cultural em nível mundial. 
 
Guido Indij (argentino) é editor, livreiro, ilustrador, fotógrafo e gestor cultural. Editou mais de 400 livros. Coordena várias coleções para as editoras La Marca Editora, Asunto Impreso e interZona. Dirige as livrarias Asunto PLUS y Librería de la Imagen. Foi fundador e secretário da Edinar (Alianza de Editores Independientes de la Argentina por la Bibliodiversidad), coordenador da Red Hispanohablante da Alianza Internacional de Editores Independientes e pró-secretario da Cámara Argentina del Libro. Criou o Dia Internacional da Bibliodiversidade, que desde 2010 cresce e se multiplica em dezenas de países.  
 
Paulo Slachevsky  (chileno) é diretor e cofundador da Lom Ediciones, fotógrafo, editor e jornalista. Recebeu a distinção de Oficial da Ordem das Artes e das Letras da França (2005). É coautor de Indústrias culturais: uma contribuição para o desenvolvimento (2004) e Diversidade cultural: um debate internacional, um debate no Chile (2004). Além dos livros fotográficos: Terra de humo (coeditado com Silvia Aguilera, 1996) e Nosso pão de cada dia (com Claudio Pérez , Oscar Navarro e Carlos Tobar, 1986). É membro do Conselho Editorial de Rocinante. Atualmente trabalha no Le Monde Diplomatique (Chile).