Vem aí mais uma Primavera Literária de São Paulo

Parque Villa LobosSão Paulo receberá mais uma edição da Primavera Literária. Dias 26 e 27/11, no Parque Villa Lobos, em Pinheiros, estarão reunidas 30 editoras oferecendo títulos conhecidos no mercado e também vários outros títulos de grande importância e pouca oferta nas livrarias mais populares. Portanto, a feira é uma ótima oportunidade para o leitor que está em busca de um título especial, que quer ter acesso ao que está além das prateleiras de grandes lojas. Como a LIBRE é uma rede que congrega editoras independentes e investe na divulgação de um catálogo plural, uma feira de livros bibliodiversificada é garantia.

E mais, todos os livros estarão com desconto mínimo de 20% e haverá programação cultural com mesas de palestras, oficinas e show musical no anfiteatro do parque durante esses dois dias.da Primavera Literária de São Paulo.

Primavera Literária de São Paulo
Parque Villa Lobos
Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 1025 – Pinheiros
26 e 27 de novembro de 2016
9h às 20h
Entrada Gratuíta

Programação em breve

Vem aí a 16ª edição da Primavera Literária do Rio de Janeiro, de 17 a 20 de novembro!

Primavera Literária 2014 A Primavera Literária do Rio acontecerá de 17 a 20 de novembro nos jardins do Museu do Catete.
Como todo ano, a LIBRE oferece uma programação cultural gratuita para os visitantes de sua feira.

Para esta edição, a organização repensou a estrutura das atividades e revitalizou sua forma. A programação da Primavera Literária do Rio está mais dinâmica e jovial, sem perder a qualidade que sempre guiou a curadoria do evento.

Espera-se grande interlocução do público nas mesas de temáticas atuais com palestrantes que gostam de conversar. Também haverá oficinas e workshops e apresentações do Sarau Negro e do coral Encanta Santa nos jardins do museu.

A empresa parceira Leiturinha organizará o Espaço Leiturinha, que terá uma programação infantil recheada de contações de histórias e brincadeiras para os pequenos.

Ainda teremos o troca troca de livros da Secretaria Municipal de Cultura, o Museu do Palácio do Catete aberto à visitação, uma praça de alimentação de bikefoods e um bicicletário para quem quiser nos visitar de bike.

Traga um livro para trocar, visite o museu e aproveite nossa programação!
 
Espaço infantil - Primavera Literária 2014Primavera Literária 2014Espaço infantil - Primavera Literária 2014
 
 Acesse a programação
  
Primavera Literária do Rio de Janeiro
Jardins do Museu do Catete
Rua do Catete, 153 – Catete (Entrada de pedestre pela Rua Silveira Martins)
De 17 a 20 de novembro de 2016-11-02
10h às 21h
 

Joëlle Turin no Encontro do Professor da Primavera Literária 2016

Desde 2011, a Primavera Literária realiza o Encontro do Professor em parceria com a Secretaria Municipal de Educação.
Com programação fechada aos professores da rede, o encontro promove mesas sobre o livro e a leitura no sentido de contribuir com a formação continuada dos docentes oferecida pela prefeitura do Rio de Janeiro e aproximá-los, como grandes e fundamentais interlocutores que são, das pautas da entidade: política do livro e da leitura e bibliodiversidade.
Nesta edição do Encontro, contamos ainda com o apoio do Institut Français que nos brinda com a participação de Joelle Turin para palestrar aos professores em mesa intitulada “Destes livros que fazem crescer as crianças”.
Joelle Turin, professora universitária, escritora e crítica literária, é uma voz importante na temática de promoção de leitura e análise de livros para crianças. Seu renome internacional e sua disponibilidade em estar no Encontro dos Professores da Primavera Literária de 2016 honra nossa entidade.

Festas das editoras independentes no Jabuti

Obra editada pela Alameda venceu como Livro do Ano na categoria não ficção. Independentes ainda foram premiadas em outras seis categorias

 
 
Sete editoras independentes associadas à Liga Brasileira de Editoras (Libre) foram agraciadas com o 57º Jabuti, o mais importante prêmio literário do Brasil — Alameda Casa Editorial, Cosac Naify, Pallas e Pallas Míni, Terceiro Nome, Pulo do Gato e Balão Editorial. A cerimônia que anunciou os vencedores de 2015 aconteceu no último dia 3 de dezembro, no auditório do Ibirapuera, em São Paulo.
 
Publicado pela Alameda Casa Editorial, ‘A casa da vovó: uma biografia do DOI-Codi (1969-1991), o centro de sequestro, tortura e morte da ditadura militar’, do jornalista Marcelo Godoy, venceu como Livro do Ano, na categoria não ficção. ‘A casa da vovó’ é um livro-reportagem que mostra como operava o DOI-Codi, órgão de repressão para onde eram levados e onde sofriam torturas inimigos do regime durante a ditadura militar.
Concorreram ao Jabuti 2.575 livros em 27 categorias. Foram premiados os três primeiros colocados em cada categoria. As editoras independentes também foram contempladas com os seguintes prêmios:
Contos e Crônicas – 2º Lugar – ‘Dez Centímetros Acima do Chão’ – de Flavio Cafiero – Cosac Naify; 3º Lugar – ‘Olhos D’água’ – de Conceição Evaristo – Pallas Editora; Gastronomia – 1º Lugar – ‘Gente do Mar – Vida e Gastronomia dos Pescadores Brasileiros’ – de Ricardo Maranhão – Terceiro Nome; Ilustração – 2º Lugar – ‘Lobisomem sem Barba’ – Ilustrador: Wagner Willian – Balão Editorial; Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil – 1º Lugar – ‘A Força da Palmeira’ – Ilustradora: Anabella López – Pallas Míni; Romance – 2º Lugar – ‘Caderno de um Ausente’ – de João Anzanello Carrascoza – Cosac Naify; e Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil – 2º Lugar – ‘Os Três Ratos de Chantilly’ – Ilustrador: Alexandre Camanho – Pulo do Gato.
 
 
 

A primeira vez na Feira de Frankfurt

POR LEONARDO CAZES, ENVIADO A FRANKFURT*

RIO — A Feira do Livro de Frankfurt de 2015, que acaba neste domingo, marcou a estreia de editores de casas brasileiras independentes no maior evento do mercado editorial no mundo. Raquel Menezes, da Oficina Raquel, Cide Piquet, da Editora 34, e William Oliveira, da Apicuri, foram a Frankfurt pela primeira vez a partir de um convite do governo alemão. Os três passaram ao largo dos leilões milionários por direitos de best-sellers e aproveitaram a oportunidade para conhecer o trabalho de editoras estrangeiras com perfil semelhante e apresentar os seus próprios catálogos.

Piquet, que participou neste sábado de um debate sobre edição de poesia com Luís Maffei, da Oficina Raquel, no estande do Brasil, conta que vai voltar para casa com cerca de 30 livros apresentados por editores estrangeiros. Ele afirma que o foco principal não foi fechar negócios, apesar de algumas conversas terem se iniciado.

— Tive contato com agentes e editoras de vários países com perfil semelhante ao da 34. São casas menos visadas pelos grandes grupos e que estão antenadas na produção local, em autores novos com substância — diz Piquet.

Raquel Menezes, que também é presidente da Libre (Liga Brasileira de Editoras), conta que houve bastante interesse pelo seu catálogo infantil. Na sua opinião, apesar das diferenças de tamanho e de orçamento, o negócio do livro, para o qual a Feira de Frankfurt é voltada, é o mesmo para todas as editoras.

— Essa é a feira do negócio, e, apesar de diferentes cifras, o nosso negócio é o mesmo — afirma Raquel, que faz questão de ressaltar que ser independente não é, necessariamente, ser pequeno. — Conversei com editoras independentes alemães, que têm um modelo de negócio mais parecido com o nosso. Ser independente não é não ganhar dinheiro, mas apostar numa filosofia que não é a dos grandes grupos. É trabalhar com criatividade para ser sustentável publicando obras importantes, mas que não dão retorno financeiro.

Neste domingo, haverá a passagem de bastão entre o país homenageado este ano, a Indonésia, e o de 2016, Holanda e Flandres, região no norte da Bélgica onde se fala holandês. Junto com a homenagem à França, em 2017, o movimento mostra que a feira está se voltando para mercados editoriais mais dinâmicos, depois de dar destaque a Argentina (2010), Islândia (2011), Nova Zelândia (2012), Brasil (2013) e Finlândia (2014).

* O repórter viajou a convite do Consulado da Alemanha no Rio.

21 de Setembro: Dia Internacional da Bibliodiversidade

NÃO

Àqueles que não aceitam a pluralidade de idéias, opiniões e crenças.

À opressão da palavra.

Aos discursos padronizados dos grandes grupos editoriais, através dos best-sellers.

À concentração nos mercados editorial e livreiro.

SIM

À diversidade de vozes, temas, títulos, culturas, editoras, autores, ilustradores e idiomas no universo do livro.

À  proteção da liberdade através da riqueza das culturas e expressões criativas.

À democratização do livro e da leitura.

Às editoras independentes, que privilegiam a qualidade e a durabilidade do livro como cultura,
em negação ao padrão dos grandes grupos editoriais, concentrado principalmente na venda do livro.

LIVRO, MUITO MAIS QUE MERCADORIA!

A Libre apóia e promove a bibliodiversidade, a diversidade cultural aplicada ao livro.
 

Salão do Livro Político promove debates sobre a atualidade brasileira

Primeira edição do evento reúne 15 editoras de 24 a 26 de setembro, em São Paulo


Iniciativa independente de editoras vinculadas às questões sociais, o I Salão do Livro Político acontece de 24 a 26 de setembro na Fundação Escola de Sociologia e Política (FESPSP), com uma programação que inclui palestras, debates, oficinas, além das tradicionais sessões de autógrafos.

Com participação de 15 casas editoriais, que venderão seus livros com até 50% de desconto, o evento surge em momento oportuno, num contexto em que a aridez (ou mesmo o modo raso) como a política tem sido debatida torna pertinente renovadas interpretações de nossa realidade, apontando alternativas que vão na contracorrente dos discursos conservadores, das narrativas tradicionais e da onda reacionária que tem invadido as discussões sobre o tema.

“O avesso do avesso do avesso do que rola por aí” é como a organização do evento tem se posicionado, lema corroborado não só pela composição do acervo de livros que serão expostos ao público, mas também pelos nomes selecionados para as mesas de debates, conferências e autógrafos.
Leonardo Padura, Ladislau Dowbor, Leda Paulani, Sérgio Amadeu, Djamila Ribeiro, Valério Arcary, Alysson Leandro Mascaro e Paulo Henrique Amorim são alguns dos nomes confirmados na programação do evento.

Serviço
I Salão do Livro Político
24 a 26 de setembro, das 11h às 21h (quinta e sexta); das 11h às 20h (sábado)
Fundação Escola de Sociologia e Política
R. General Jardim, 522, Vila Buarque
Editoras participantes: Alameda, Anita Garibaldi, Boitempo, Caros Amigos, Cortez, Editora 34, Expressão Popular, Filoczar, Fundação Mauricio Grabois, Fundação Perseu Abramo, Iskra, Sociologia e Política, Sundermann, Terceiro Nome, Pallas, Veneta.

Programação

24/09 – Quinta-feira (das 11:00 às 21:00h)

15:00 às 17:00h – Palestra: Introdução ao marxismo
Alyssson Leandro Mascaro

17:00 às 17:45h – Lançamentos/autógrafos
Antonio Carlos Mazzeo, Luiz Bernardo Pericás

18:00 às 18:45h – Abertura oficial
Homenagens:
VitoGianotti (póstuma), com participação de  Claudia Santiago
Boitempo Editorial, editora homenageada ao completar 20 anos
Apresentação do Tenor José Corrêa

18:45 às 20:45h – Mesa redonda: Leituras do Brasil (Conjuntura política)
Iuri Tonelo
José Arbex Júnior
Julio Veloso
Valério Arcary

25/09 – Sexta-feira (das11:00 às 21:00h)

11:00 às 11:30h – Apresentação de curtas

11:30 às 12:30h – Palestra: Democracia econômica
Ladislau Dowbor

14:30 às 15:00h – Apresentação de curtas

15:00 às 17:00h – Mesa redonda: Racismo e violência na periferia
Djamila Ribeiro
Marcelo Pablito
Toni C
Wilson Honório da Silva
17:00 às18:30h – Lançamentos/autógrafos
Carlos Bauer, DainisKarepovs

18:00 às 18:30h – Apresentação de curtas

18:30 às 20:30h – Mesa Redonda: Mercado editorial do livro político
Flamarion Maués
Haroldo Ceravolo
Leda Paulani
Waltemir (Miro) Nalles

26/09 – Sábado (das 11:00 às 20:00h)

10:00 às 12:00h – Oficina Arte imediata: a fita crepe como instrumento.
Worney Almeida de Souza

11:00 às 11:30h – Apresentação de curtas

11:30h às 13:30h – Mesa redonda: Mídia monopolizada: a leitura enviesada da realidade
Paulo Henrique Amorin
Renata Mieli
Sergio Amadeu
Wagner Nabuco

13:30 às 14h – Apresentação de curtas

14:00 às 15:30h – Mesa redonda: Literatura na periferia
Helena Silvestre
Maria Vilani
Toni C

15:30 às 16:00 – Lançamentos/autógrafos
Luiz Renato Martins

16:00 às 17:30h – Palestra: Literatura e política
Leonardo Padura
Coordenadora: Isabel Loureiro
Fundação Rosa Luxemburgo

19:00 às 20:00h – Encerramento

MinC lança editais de fomento à leitura na Bienal do Livro

O Ministério da Cultura (MinC), por meio da Diretoria de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB), lançará nesta sexta-feira (11), às 16h, na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, dois editais de fomento a iniciativas públicas e privadas que contribuam para a democratização do acesso ao livro e a promoção e valorização da leitura. Os editais, que somam um investimento total de R$ 3,6 milhões, foram publicados no Diário Oficial da União e podem ser consultados nos links ao lado.

Os editais são Prêmio Todos por um Brasil de Leitores 2015 e Apoio ao Circuito Nacional de Feiras de Livros e Eventos Literários 2015. Ambos visam atender as demandas do Plano Nacional de Livro e Leitura em seus quatro eixos de atuação: democratização do acesso; fomento à leitura e formação de leitores; promoção e valorização do livro e seu valor simbólico; e desenvolvimento da economia do livro. As inscrições para os dois editais vão até 26 de outubro.

"O prêmio Todos por um Brasil de Leitores busca dar maior acesso ao livro, à leitura e à formação de profissionais que atuam nessa área. Já o edital de apoio a feiras de livros e eventos literários contribui para a construção da programação, privilegiando os profissionais do livro e da literatura", explica o diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do MinC, Volnei Canônica

Prêmio Todos por um Brasil de Leitores 2015

O prêmio visa reconhecer e apoiar projetos da sociedade civil realizados por pessoas físicas e jurídicas em bibliotecas comunitárias, pontos de leitura e ambientes sociais diversos de promoção da leitura. Outro objetivo é fomentar um banco de boas práticas e tecnologias que estimulem a criação de novos projetos e a ampliação da rede de instituições, profissionais e agentes que atuam no setor. Cada um dos 80 projetos premiados receberá R$ 30 mil, o que representa um investimento total de R$ 2,4 milhões.

Na edição 2015, serão selecionados projetos em duas categorias:
Boas práticas e projetos inovadores em bibliotecas comunitárias e pontos de leitura (50 projetos apoiados)
Iniciativas de promoção da leitura em espaços não formais de leitura (30 projetos apoiados).

Edital de Apoio ao Circuito Nacional de Feiras de Livros e Eventos Literários 2015

O edital é destinado ao apoio de feiras de livros e eventos literários existentes no País, com no mínimo duas edições realizadas, com vistas a ampliar e qualificar a programação cultural dos mesmos. A finalidade é contribuir para a consolidação de um calendário nacional e permanente de feiras e eventos literários nos municípios brasileiros e para a promoção e difusão da literatura brasileira, além de estimular a formação de leitores e o fortalecimento de empreendimentos do setor. A edição de 2015 selecionará o mínimo de 10 eventos a serem realizados entre março de 2016 e fevereiro de 2017.

O valor de apoio do MinC será entre R$ 80 mil a R$ 120 mil por projeto, com contrapartida mínima de 20% do proponente em relação ao valor total apresentado. O Investimento total será de R$ 1,2 milhão.

Bienal do Livro

Após o anúncio dos editais do MinC, Volnei Canônica participa da mesa Feito de homens e livros: a formação de leitores no Brasil, que reunirá autores e especialistas. A Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro mobiliza todo o setor editorial do País. Na última edição, em 2013, foram vendidos mais de 3,5 milhões de livros, com arrecadação de mais de R$ 71 milhões. O evento atrai centenas de profissionais (editores, livreiros, escritores, bibliotecários, promotores de leitura), além do público em geral. A expectativa para este ano é que a Bienal alcance mais de 700 mil visitantes ao longo de sua programação.

(Assessoria de Comunicação – Ministério da Cultura)

Editores independentes são convidados pelo governo alemão para ir à Feira do Livro de Frankfurt

Governo alemão convidou oito profissionais da cadeia produtiva do livro para a Feira do Livro de Frankfurt

No início desse ano, uma comitiva do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha esteve na América Latina. Entre os convidados da delegação estava Juergen Boos, presidente da Feira do Livro de Frankfurt. Nesta visita, ficou acertado que o governo alemão iria convidar alguns profissionais brasileiros que atuam na cadeia produtiva do livro para irem, por conta dos alemães, à feira que em 2015 acontece entre os dias 14 e 18 de outubro. Os profissionais brasileiros convidados foram os editores Raquel Menezes (Oficina de Raquel), Cide Piquet (Editora 34) e William Oliveira (Apicuri); os tradutores Luis Krausz e Kristina Michahelles e os autores Noemi Jaffe, Fernando Bonassi e Ricardo Lisias.

Para Raquel Menezes, que também é presidente da Libre, o convite a editores independentes é visto com bons olhos. “Para as editoras independentes participar da Feira do Livro de Frankfurt significa avançar em seu propósito de cada vez mais se fazer presente no mercado editorial. Estamos apostando no início de um novo olhar do mercado para este segmento que tanto tem a oferecer à literatura e à cultura de um modo geral no Brasil. Temos muito para mostrar em Frankfurt. O movimento das independentes está crescendo em todo mundo, a despeito das dificuldades que estas empresas encontram”, observa.

(Publishnews, 1º/09/2015)

Chega ao fim a primeira edição da Primavera da Libre em Salvador

O final de semana reservou muitas surpresas boas para quem foi conferir de perto a primeira edição da Primavera da Libre em Salvador. A feira de livros promovida pela Liga Brasileira de Editoras no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM) teve início na quinta-feira (27) e fechou com ‘chave de ouro’ neste domingo (30). Escritores, produtores, artistas, jornalistas e um público formado por crianças, jovens e adultos de todas as idades marcaram presença, comprando livros com descontos, assistindo bate-papo entre autores sobre temas referentes à literatura contemporânea, história e mercado editorial e participando de oficinas e intervenções.

No sábado o destaque foi para as duas oficinas realizadas pela artista urbana Vanessa Rosa, que veio do Rio especialmente para participar da Feira: “Para pensar ilustrações de livros” e “Azulejos imaginários”. Esta segunda, além dos resultados da oficina, gerou também uma belíssima intervenção da artista em um mural exposto no Pátio dos Flamboyants. Com os Azulejos Imaginários, Vanessa propõe uma interpretação dos tradicionais azulejos portugueses através de pintura e novas tecnologias.

O domingo começou de maneira especial, com a presença da Iyalorixá do Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, Maria Stella de Azevedo dos Santos, Mãe Stella de Oxossi. A autora dos livros “E daí aconteceu o encanto”, “Meu tempo é agora”, “Òsòsi, o caçador de alegrias”, “Òwe-Provérbios”, “Epé Laiyé, terra viva” e “Opinião” dividiu a Mesa com a também escritora Graziela Domini, autora dos livros: “Papai Noel Existe, Mamãe?”,  “A Dama de Branco” , “Sabedoria do Povo”  e “O Que As Folhas Cantam”, em co-autoria com a Iyalorixá Mãe Stella.

Também pela amanhã aconteceu a primeira oficina do dia, de construção de Abayomi com o Grupo Ereoatá. À tarde foi a vez da escritora Tamires Lima ministrar a oficina de construção de brinquedos populares, seguida do lançamento do seu livro, “Fabrincando”.  Dezenas de crianças participaram da oficina e saíram felizes com seus aviõezinhos.

A tarde de domingo reservou ainda mais um importante momento, com a Mesa formada pelos escritores Antônio Risério e Gustavo Falcón. Poeta e ensaísta, Risério elaborou o projeto geral para a implantação do Museu da Língua Portuguesa (São Paulo) e do Cais do Sertão Luiz Gonzaga (Pernambuco). E escreveu, entre outros, os livros “Carnaval Ijexá”, “Avant-garde na Bahia”, “A utopia brasileira e os movimentos negros”, “A cidade no Brasil” e “Mulher, casa e cidade”. Já o doutor em História Social, Gustavo Falcón, é também professor de Sociologia, Jornalista e autor de “Os Coronéis do Cacau” e “Do reformismo à luta armada”. Editor, dirigiu a Editora da UFBA, a Revista da Bahia e colaborou em várias publicações culturais. Especialista em programas governamentais, colabora semanalmente com os sites Gazeta dos Buzios e Todabahia.

Com o patrocínio do BNDES e Ministério da Cultura, além do apoio do Hotel Sol Victoria Marina, Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia (IPAC), Fundação Pedro Calmon e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, a Primavera da Libre é uma realização da Liga Brasileira de Editoras, maior rede de editoras independentes do mundo, com 130 associadas de todas as partes do País.

(Fonte: Diga, Bahia)