Ônibus-biblioteca: Moscas mutantes fazem sucesso na zona leste

Francisca do Val, escritora e bióloga, promove oficinas com microscópio para observação de insetos

No Jardim Colorado, em São Mateus, zona leste de São Paulo, um professor tirou uma turma inteira da sala de aula. Levou seus alunos para a rua, onde ficaram todos a ver moscas. Moscas propriamente, não. Drosófilas, das convencionais e das mutantes, além de mosquitos transmissores da dengue, pragas de goiaba, besouros, cigarras e borboletas. O caso aconteceu na Praça João Galli, quando passou por lá a concorrida oficina de Francisca do Val, bióloga, artista plástica e autora do livro "Drosófila, a mosquinha famosa" (Terceiro Nome).

Parte do Projeto Ônibus-Biblioteca, da Prefeitura de São Paulo, as oficinas têm apoio da Libre-Liga Brasileira de Editoras. Com a presença de autores das editoras associadas à entidade, promovem atividades lúdicas e educativas uma vez por mês, em cada um dos 28 roteiros cobertos semanalmente pelos ônibus nas periferias paulistanas. A chance de observar as coisas em um microscópio-periscópio, em que a luz vem de cima atravessa todo o objeto que está sendo analisado, deu tremenda popularidade aos encontros com Francisca do Val.

"Eu levo o microscópio, o que já atrai a atenção. É uma aventura para crianças e adultos, uma oportunidade de ver algo que nunca viram. Porque poucas escolas têm microscópio e observar os objetos aumentados dá impressão de mágica", diz Francisca, professora colaboradora na pós-graduação da Universidade de São Paulo (USP). Para as oficinas, ela leva material para desenho, o equipamento e tubinhos de 3 mm com uma dúzia de insetos. Além das drosófilas tradicionais, com asas funcionais e olhos vermelhos — as mais usadas em pesquisas –, pega do laboratório da USP drosófilas que sofreram mutações genéticas, com olhos brancos, sem asas ou com asas que não se fecham, entre outros insetos.

Curiosidade científica
Na praça João Galli, a bióloga conta que as crianças desenharam inspiradas no que viram, e ela autografou nos próprios trabalhos delas. "Foi ótimo. Era uma praça com mesas, bancos, o apoio do professor, que deixou os alunos não irem à aula. Uma oficina especial", lembra. Francisca esteve também no Jardim Miriam, na Cidade Dutra, onde jovens e adultos, decidiram, além de observar as moscas, catar formigas para as ver de perto; e no Jardim Ângela, quando, mais de uma vez, também se quis colocar folhas de capim no microscópio.

Na opinião da escritora, as oficinas durante a semana atraem mais público. E, embora o seu livro seja dirigido ao público infanto-juvenil, muitos adultos se interessam pelo tema ou têm a curiosidade científica de olhar no microscópio. "Pai e mãe indo para a igreja, trazendo os filhos da escola, muita gente quer ver o mosquito da dengue", descreve. Para os frequentadores do Ônibus-Biblioteca, sócios ou novos inscritos que vêm fazer sua ficha, há o prazer adicional de conhecer ao vivo um autor, o que enrique a experiência da leitura. Como "Drosófila, a mosquinha famosa" não está no acervo permanente dos ônibus, Francisca sempre leva ela mesma alguns exemplares, junto com lupas manuais, para doação. "As crianças gostam. Mas, infelizmente, o Brasil não tem muita cultura de divulgação científica", observa.

O livro traz informações surpreendentes. "Trabalhei 40 anos com essa mosca e pouca gente sabe que mosca toma banho, namora", explica. Segundo a bióloga, as pesquisas com a mosca ajudaram a entender os processos genéticos e de hereditariedade. São usadas para estudos de cirurgia médica e da evolução. Parece incrível, mas as drosófilas têm 60% de similaridade com os seres humanos, com trechos inteiros de DNA idênticos aos nossos. Com a vantagem de que uma nova geração delas surge a cada 15 dias, o que permite acompanhar as heranças genéticas, especialmente entre as espécies mutantes, até a quarta geração ou mais. Há 120 tipos de moscas e mosquistos na região Tropical da América do Sul; 5 mil espécies da família das drosófilas.

Fundo Pró-Leitura – Governo dá 45 dias para estudo de impacto

Entidades do setor lutam para adiar a criação do Fundo; mas o governo federal quer votar o projeto no segundo semestre.

As entidades do setor do livro presentes à audiência pública da semana passada (dia 16), em Brasília, defenderam o adiamento do Fundo Setorial Pró-Leitura, e obtiveram, do governo, prazo de 45 dias para concluir um estudo sobre seu impacto na cadeia produtiva do livro. O trabalho deve ser encomendado ao economista Fábio de Sá Earp, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e apresentado pelo IPL-Instituto Pró-Livro. O IPL foi fundado em 2006 pela Abrelivros, pelo Snel-Sindicato Nacional dos Editores de Livros, e pela CBL-Câmara Brasileira do Livro. É mantido com contribuições de editoras, que pretendiam torná-lo o gestor dos recursos destinados às ações de fomento à leitura, tendo reunido, até hoje, cerca de R$ 10 milhões.

Essa possibilidade, contudo, não deve ser aceita pelo governo federal, segundo Gláucio Pereira, vice-presidente da Libre-Liga Brasileira de Editoras, que esteve na audiência pública promovida pela Frente Parlamentar Mista da Leitura, na Cârmara dos Deputados, para discutir a minuta do projeto de lei para criação do Fundo Setorial Pró-Leitura (veja a íntegra). O Fundo será formado com a arrecadação de uma Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), de 1% sobre o faturamento bruto das empresas que, em 2004, foram desoneradas do recolhimento do PIS/Pasep e Cofins. Sua administração deve envolver representantes da sociedade civil e do próprio governo.

Para Gláucio Pereira, foi importante a constatação, por parte do conjunto das entidades, da crise que atinge o setor, já há dez anos. Além de ANL–Associação Nacional de Livrarias, CBL, Snel, Abrelivros também tentaram postergar a cobrança da Cide. "Pela primeira vez, elas reconheceram publicamente, com números, que temos menos leitores no país e que o faturamento vem caindo. Toda a cadeia admitir isso é fundamental para repensar o modelo e as políticas públicas do livro; para deixar claro que não é um problema que atinge só o pequeno, mas os grandes também", diz ele.

As entidades estimam um aumento no preço final dos livros de até 2%, o dobro da alíquota da Cide, devido à incidência de imposto sobre imposto (1% sobre a receita do editor; mais 1% sobre a do distribuidor, na venda do mesmo livro já taxado no editor; e mais 1% sobre o faturamento do livreiro). E, de acordo com a presidente do Snel e do IPL, Sônia Machado Jardim, as vendas ainda não recuperaram os patamares de 1999 e estão sob pressão da crise mundial.

Ela apresentou pesquisa Fipe/Snel/CBL, que indica queda no faturamento das 300 maiores editoras do Brasil, descontada a inflação, de R$ 1,81 bilhão, em 1999, para R$ 1,62 bilhão (muito menos do que os R$ 3,01 bilhões de valor nominal), em 2007. Também em cálculo deflacionado, o preço médio do livro praticado por essas editoras para as livrarias teria passado de R$ 7,725 para R$ 6,335.

Reação indignada
Os representantes dos ministérios da Cultura, da Educação e a Casa Civil, no entanto, mostraram-se "indignados", na expressão de Gláucio, com a disposição das empresas desoneradas em 2004 (em 9,65%), de quebrarem o acordo com relação à contribuição de 1%. O secretário-executivo de Políticas Culturais do MinC, Alfredo Manevy, classificou a pesquisa de "malabarismo numérico, considerou insuficiente a redução no preço dos livros e lamentou o fato de o setor já ter deixado de recolher R$ 100 milhões para o estímulo à leitura, sobre faturamento de R$ 10 bilhões entre 2004 e 2007. Destacou, ainda, aumento de R$ 150 milhões nos investimentos na área feitos pelo governo.

Na avaliação de Gláucio, as compras do Estado, no entanto, não compensaram a desaceleração. "Sem elas, simplesmente, o cenário seria pior", constata. A pesquisa Fipe/Snel/CBL aponta um encolhimento de receita, nesse caso (sem contar as compras públicas), de R$ 1,57 bilhão para R$ 1,23 bilhão, no mesmo período. "Mesmo assim, ao que tudo indica, o governo não abrirá mão do fundo, cabendo, então, trabalharmos na definição de seu percentual, forma de cálculo, etc.", analisa o vice-presidente da Libre.

As empresas enquadradas no Simples não vão recolher a Cide. Elas não foram desoneradas dos impostos, em 2004, e não precisam arcar com contrapartida. Gláucio calcula que mais da metade do setor esteja nessa situação.

O deputado federal Miro Teixeira (PDT/RJ), de acordo com Gláucio Pereira, "lembrou que a política do setor não poderá se basear tão somente na criação de um fundo". E pediu cópia da minuta do projeto de lei de fomento ao livro e à leitura [que propõe o preço único – ou um limite nacional para os descontos negociados sobre os preços dos livros definidos pelos editores], que também interessou à deputada Maria do Rosário (PT/RS), presidente da Comissão de Educação.

O deputado Marcelo Almeida (PMDB-PR), presidente da Frente Parlamentar da Leitura, espera que o projeto do Fundo seja votado no segundo semestre.

CONSULTA

Maioria dos associados votam a favor do Fundo Pró-Leitura, mas quer contribuição sobre o lucro, e não sobre a receita bruta

A consulta feita pela Libre, sobre a criação do Fundo Setorial Pró-Leitura, recebeu 18 questionários, ou 18,5% sobre um total de 97 associados. Entre as editoras que opinaram, a maioria (dez, ou 56%) é a favor da contribuição de 1% para o Fundo, e oito (ou 44%) são contra. Sua incidência, contudo, deve ser feita sobre o lucro para 61%, e não sobre o faturamento, preferência de apenas 28%.

Confira os resultados obtidos:

a. Sua empresa reduziu os preços de obras bibliográficas comercializados após 2004?
(5) Sim — 28%
(13) Não – 72%

b. Sua empresa contribui com o Fundo nos moldes atuais (formado pela CBL, SNEL e Abrelivros em favor do IPL)?
( 1) Sim – 6%
(17) Não – 94%

c. Sua empresa contribui por qual entidade? SNEL, CBL ou Abrelivros?
(10) SNEL – 55,5%
(5) CBL — 28%
( ) Abrelivros
(1) Libre – 6%

d. Você concorda com a criação de Fundo ou contribuição de 1% ? Sim ou Não.
(10 ) Sim — 56%
(8) Não — 44%

e. Em concordando com a contribuição de 1%, você considera que ela deve ser: voluntária ou compulsória?
(9) Voluntária — 50%
(5) Compulsória – 28%

f. A contribuição de 1%, em sua opinião, deve ser sobre o faturamento ou sobre o lucro?
(5) Faturamento — 28%
(11) Lucro — 61%

g. A seu modo de ver, a arrecadação deve ser feita e gerida por:
(6) PNLL – 33%
(4) IPL – 22%
(5) Participativa (PNLL, IPL, Outros?) – 28%

h. A gestão do Fundo deve ser feita por:
(5) PNLL – 28%
(4 ) IPL – 22%
(6) Participativa (PNLL, IPL, Outros?) — 33%

i. No seu entender, não havendo o consenso sobre a forma atual de criação do fundo, com arrecadação compulsória, o retorno à cobrança de impostos (PIS/Cofins) implicará em:
(7) Grande impacto negativo e aumento de custos e preços do setor – 39%
(8) Nada ocorrerá a favor do setor, beneficiando somente a arrecadação do Governo) – 44%
(1) Outros. (Especificar)_– 6%

Audiência pública – Criação do Fundo Setorial Pró-Leitura

No dia 16 de junho, a Frente Parlamentar da Leitura promoverá, em Brasília, uma audiência pública para debater o anteprojeto de lei que cria o Fundo Setorial Pró-Leitura.

A ideia é que seja feita uma contribuição de 1% sobre o faturamento anual do setor para o fomento das ações previstas no Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL).

A proposta surgiu em 2004, quando o Governo Federal eliminou a cobrança de PIS / Cofins (1,65 % PIS e 7,6% Cofins sobre receitas totais) para a indústria editorial, excluídas as optantes pelo SIMPLES com dois francos propósitos:
Auxiliar o segmento que há muito apoia o próprio Governo na promoção do livro e incentiva o hábito da leitura, contribuindo de forma decisiva na aceleração do desenvolvimento do país;
Ver o produto "barateado", mais acessível às camadas menos favorecidas da população.

A LIbre-Liga Brasileira de Editoras estará presente. Com o objetivo de conhecer a posição dos seus associados sobre o tema, adotou um modelo de questionário elaborado pela CBL, para ser respondido com urgência.
Por favor, selecione, copie (contrl+C), responda e envie para o email
veronica.couto@gmail.com.

Sua empresa reduziu os preços de obras bibliográficas comercializados após 2004?
( ) Sim
( ) Não
Sua empresa contribui com o Fundo nos moldes atuais (formado pela CBL, SNEL e Abrelivros em favor do IPL)?
( ) Sim
( ) Não
Sua empresa contribui por qual entidade? SNEL, CBL ou Abrelivros?
( ) SNEL
( ) CBL
( ) Abrelivros
Você concorda com a criação de Fundo ou contribuição de 1% ? Sim ou Não.
( ) Sim
( ) Não
Em concordando com a contribuição de 1%, você considera que ela deve ser: voluntária ou compulsória?
( ) Voluntária
( ) Compulsória
A contribuição de 1%, em sua opinião, deve ser sobre o faturamento ou sobre o lucro?
( ) Faturamento
( ) Lucro
A seu modo de ver, a arrecadação deve ser feita e gerida por:
( ) PNLL
( ) IPL
( ) Participativa (PNLL, IPL, Outros?)_____________________________
A Gestão do Fundo deve ser feita por:
( ) PNLL
( ) IPL
( ) Participativa (PNLL, IPL, Outros?)__________________________ .
No seu entender, não havendo o consenso sobre a forma atual de criação do fundo, com arrecadação compulsória, o retorno à cobrança de impostos (PIS/Cofins) implicará em:
( ) Grande impacto negativo e aumento de custos e preços do setor
( ) Nada ocorrerá a favor do setor, beneficiando somente a arrecadação do Governo
( ) Outros. (Especificar)___________________________________.

As informações prestadas serão tratadas em caráter de confidencialidade e enviadas aos cuidados de veronica.couto@gmail.com

Empréstimos de livros nos ônibus-biblioteca crescem 20% ao mês

Oficinas da Libre atraem principalmente crianças, jovens e mulheres

O total de leitores atendidos pela frota de Ônibus Biblioteca, da prefeitura de São Paulo, aumenta 20% ao mês, segundo Marta Nosé Ferreira, supervisora de bibliotecas e coordenadora do projeto na Secretaria de Cultura. Atualmente, são quatro veículos que fazem 28 roteiros regulares em áreas de periferia da cidade — indo e vindo em dias certos da semana para emprestar e pegar de volta os livros. Ou seja, uma biblioteca volante em cada um desses 28 bairros.

A oficineira Marta Martins ("Maricota e Cocota", da ed. Cuca Fresca)

Em março, foram 10 mil atendimentos e mais de 22 mil livros emprestados, o equivalmente a 286 pessoas por dia que levaram para casa obras de seu interesse, completa Maria Zenita Monteiro, coordenadora do Sistema Municipal de Bibliotecas. Em 2010, diz ela, a prefeitura pretende ter mais quatro ônibus disponíveis para o projeto, ampliando o atendimento fixo a outras 28 regiões (56 no total); e, em 2011, mais quatro, somando 12 veículos, capazes de cobrir, semanalmente, 84 bairros.

Por meio da parceria firmada com a Libre-Liga Brasileira de Editoras, desde outubro de 2008, os ônibus passaram a oferecer também atividades culturais. Contação de estórias, reciclagem de materiais, leitura, cordel, montagens. As oficinas acontecem, em geral, uma vez por mês em cada um dos 28 roteiros, conduzidas por autores de editoras associadas — remunerados pela Secretaria de Cultura.

Para o mês de junho, foram programadas, entre outras, leitura de cordel e cantoria com João Gomes de Sá ("O Corcunda de Notre Dame", da Nova Alexandria), oficina de música e trava-língua com Cacá Lopes ("Cinderela em Cordel", da Claridade), de leitura, interpretação e montagem com Jenny Rosen ("50 maneiras de Criar um Bebê sem Frescura", da Panda Books), etc.

Todos os oficineiros estenderam, voluntariamente, de 45 minutos para duas ou três horas, o período das atividades. Esses escritores e educadores também contribuem com material de papelaria e livros para doação. "Tivemos literatura de cordel, ateliers de desenho e ilustração, música como trilha sonora de uma boa leitura, confecção de máscaras, criação de jogos interativos que pedem o conhecimento da língua portuguesa. Os temas mais abordados foram a literatura infantil, o meio ambiente e fauna e flora brasileira", descreve Erika Balbino, uma das coordenadoras da programação apoiada pela Libre.

A presença dos ônibus em áreas onde faltam equipamentos públicos de cultura e lazer confere ao projeto grande relevância e prestígio nas comunidades, avalia Zenita. E não há histórico de depredação ou desrespeito com bibliotecários e oficineiros. "O ônibus chama muito a atenção. E quando chega, os moradores, principalmente jovens, crianças e mulheres, correm a buscar os documentos para fazer a inscrição [e poderem pegar livros emprestados]. Porque, na maioria dos casos, a população não tem nada naquela área", explica.

No Jardim Helena, zona leste da capital, por exemplo, a biblioteca pública mais próxima fica a quatro quilômetros, e a média de leitores no projeto Ônibus Biblioteca, em fevereiro, foi maior do que a da biblioteca municipal mais frequentada da cidade — a Monteiro Lobato, no centro. Ou seja, 4.320 no mês, segundo reportagem do jornal Agora, de 13 de abril.

O projeto Ônibus Biblioteca foi o vencedor do Prêmio Viva Leitura 2008, na categoria Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias. Seu acervo, de 4 mil a 5 mil livros por veículo (com reserva de cerca de 160 mil livros) é o mesmo das bibliotecas fixas.

Veja aqui o Histórico do Projeto Ônibus-Biblioteca

O ônibus-biblioteca

O projeto conta com quatro veículos e ampliou o atendimento para 28 diferentes pontos da cidade.

A partir de novembro mais pessoas passam a ter acesso a livros, periódicos e gibis. O projeto ônibus-biblioteca, que atendia apenas sete bairros da cidade chega agora a 28 pontos diferentes, priorizados pela ausência de equipamentos públicos. Além disso, alguns roteiros foram sugeridos pela própria população.

O novo projeto visual caracterizou o veículo com a cor amarela e estampou no vidro traseiro uma fotografia do primeiro ônibus a prestar este tipo de serviço na cidade. A primeira unidade móvel de informação foi implantada por Mário de Andrade, escritor e primeiro diretor do Departamento de Cultura da cidade de São Paulo. Em funcionamento desde 1936, com interrupções em função de acontecimentos pontuais, o projeto ainda é mantido pela Secretaria Municipal de Cultura. Leia mais sobre a História do Ônibus-Biblioteca em São Paulo.

Além da caracterização dos novos veículos, foi contratada a Liga Brasileira de Editoras (LIBRE) para fornecer motoristas e uma programação mensal de encontro com autores.

Informações ao público:
Telefone: 11 3256-4122 ramal 111 com Miriam Minotti Menossi
E-mail: smb_onibusbiblioteca@yahoo.com.br

Coordenadoria do Sistema Municipal de Bibliotecas
Tel.: 11 3675-8096

Horário de atendimento de todos os roteiros: 9h30 às 15h

Confira os 28 roteiros dos quatro ônibus-biblioteca:

ÔNIBUS 1
Roteiro 1 – 2ª feira: Av. Belmira Marin, 3865 – Grajaú
Roteiro 2 – 3ª feira: Rua Barros Penteado, 403 – Jardim Iguatemi
Roteiro 3 – 4ª feira: Praça José Boemer Roschel, s/nº – Vila São José
Roteiro 4 – 5ª feira: Rua Luís José Junqueira Freire, s/nº – Vila Penteado (atrás do sacolão)
Roteiro 5 – 6ª feira: Avenida Baronesa de Muritiba, nº 750 – Parque São Rafael
Roteiro 6 – Sábado:Avenida Cupecê, 5950 – Jardim Miriam
Roteiro 7 – Domingo: Avenida dos Metalúrgicos. Esquina com a Avenida Leandro – Cidade Tiradentes

ÔNIBUS 2
Roteiro 8 – 2ª feira: Avenida Tibúrcio de Souza, s/nº – Itaim Paulista
Roteiro 9 – 3ª feira: Praça Ermida – São Miguel
Roteiro 10 – 4ª feira: Avenida Kumaki Aoki, s/nº Jardim Helena
Roteiro 11 – 5ª feira: Rua Antônio Lázaro, s/nº – Sapopemba
Roteiro 12 – 6ª feira: Rua Joaquim Meira de Siqueira, s/nº – Parque do Carmo
Roteiro 13 – Sábado: Avenida das Alamandas, s/nº (E.E Professor Milton Cruzeiro) – Ponte Rasa
Roteiro 14 – Domingo: Rua Zélia Frias Street com Rua Bento Teixeira – Cidade Líder

ÔNIBUS 3
Roteiro 15 – 2ª feira: Estrada de M´Boi Mirim, altura do nº 4250 – Jardim Ângela
Roteiro 16 – 3ª feira: Praça Santa Amélia, s/nº – Jardim das Oliveiras – Jardim São Luís
Roteiro 17 – 4ª feira: Rua José Maria Pinto Zilli, s/nº – Jardim Eunice – Vila Andrade
Roteiro 18 – 5ª feira: Estrada de Itapecerica com Avenida Ellis Maas – Capão Redondo
Roteiro 19 – 6ª feira: Praça Batista Botelho ao final da Avenida Nossa Senhora do Outeiro – Cidade Dutra
Roteiro 20 – Sábado: Praça Luís Cunha Moreira próxima da Rua Salvador Rodrigues Negrão – Cidade Ademar
Roteiro 21 – Domingo: Rua Rafael Correia Sampaio – Jardim Palmares – Pedreira

ÔNIBUS 4
Roteiro 22 – 2ª feira: Rua Francisco Franco Machado, s/nº ao lado da Praça Ângelo Conti – Vila Medeiros
Roteiro 23 – 3ª feira: Rua do Inverno, s/nº – Brasilândia
Roteiro 24 – 4ª feira: Rua Ushikichi Kamiya, altura do nº 1.700 – Tremembé
Roteiro 25 – 5ª feira: Avenida José Brito de Freitas, nº 800 – Casa Verde
Roteiro 26 – 6ª feira: Rua Júlio Dantas, s/nº – Vila Dionísia – Cachoeirinha
Roteiro 27 – Sábado: Avenida Alfredo Ribeiro de Castro, s/nº – Cangaíba
Roteiro 28 – Domingo: Praça Alcindo Rocha Campos – altura do nº 1.300 da Rua Nossa Senhora do Sabará – Campo Grande

O ônibus-biblioteca

O projeto conta com quatro veículos e ampliou o atendimento para 28 diferentes pontos da cidade.

A partir de novembro mais pessoas passam a ter acesso a livros, periódicos e gibis. O projeto ônibus-biblioteca, que atendia apenas sete bairros da cidade chega agora a 28 pontos diferentes, priorizados pela ausência de equipamentos públicos. Além disso, alguns roteiros foram sugeridos pela própria população.

O novo projeto visual caracterizou o veículo com a cor amarela e estampou no vidro traseiro uma fotografia do primeiro ônibus a prestar este tipo de serviço na cidade. A primeira unidade móvel de informação foi implantada por Mário de Andrade, escritor e primeiro diretor do Departamento de Cultura da cidade de São Paulo. Em funcionamento desde 1936, com interrupções em função de acontecimentos pontuais, o projeto ainda é mantido pela Secretaria Municipal de Cultura. Leia mais sobre a História do Ônibus-Biblioteca em São Paulo.

Além da caracterização dos novos veículos, foi contratada a Liga Brasileira de Editoras (LIBRE) para fornecer motoristas e uma programação mensal de encontro com autores.

Informações ao público:
Telefone: 11 3256-4122 ramal 111 com Miriam Minotti Menossi
E-mail: smb_onibusbiblioteca@yahoo.com.br

Coordenadoria do Sistema Municipal de Bibliotecas
Tel.: 11 3675-8096

Horário de atendimento de todos os roteiros: 9h30 às 15h

Confira os 28 roteiros dos quatro ônibus-biblioteca:

ÔNIBUS 1
Roteiro 1 – 2ª feira: Av. Belmira Marin, 3865 – Grajaú
Roteiro 2 – 3ª feira: Rua Barros Penteado, 403 – Jardim Iguatemi
Roteiro 3 – 4ª feira: Praça José Boemer Roschel, s/nº – Vila São José
Roteiro 4 – 5ª feira: Rua Luís José Junqueira Freire, s/nº – Vila Penteado (atrás do sacolão)
Roteiro 5 – 6ª feira: Avenida Baronesa de Muritiba, nº 750 – Parque São Rafael
Roteiro 6 – Sábado:Avenida Cupecê, 5950 – Jardim Miriam
Roteiro 7 – Domingo: Avenida dos Metalúrgicos. Esquina com a Avenida Leandro – Cidade Tiradentes

ÔNIBUS 2
Roteiro 8 – 2ª feira: Avenida Tibúrcio de Souza, s/nº – Itaim Paulista
Roteiro 9 – 3ª feira: Praça Ermida – São Miguel
Roteiro 10 – 4ª feira: Avenida Kumaki Aoki, s/nº Jardim Helena
Roteiro 11 – 5ª feira: Rua Antônio Lázaro, s/nº – Sapopemba
Roteiro 12 – 6ª feira: Rua Joaquim Meira de Siqueira, s/nº – Parque do Carmo
Roteiro 13 – Sábado: Avenida das Alamandas, s/nº (E.E Professor Milton Cruzeiro) – Ponte Rasa
Roteiro 14 – Domingo: Rua Zélia Frias Street com Rua Bento Teixeira – Cidade Líder

ÔNIBUS 3
Roteiro 15 – 2ª feira: Estrada de M´Boi Mirim, altura do nº 4250 – Jardim Ângela
Roteiro 16 – 3ª feira: Praça Santa Amélia, s/nº – Jardim das Oliveiras – Jardim São Luís
Roteiro 17 – 4ª feira: Rua José Maria Pinto Zilli, s/nº – Jardim Eunice – Vila Andrade
Roteiro 18 – 5ª feira: Estrada de Itapecerica com Avenida Ellis Maas – Capão Redondo
Roteiro 19 – 6ª feira: Praça Batista Botelho ao final da Avenida Nossa Senhora do Outeiro – Cidade Dutra
Roteiro 20 – Sábado: Praça Luís Cunha Moreira próxima da Rua Salvador Rodrigues Negrão – Cidade Ademar
Roteiro 21 – Domingo: Rua Rafael Correia Sampaio – Jardim Palmares – Pedreira

ÔNIBUS 4
Roteiro 22 – 2ª feira: Rua Francisco Franco Machado, s/nº ao lado da Praça Ângelo Conti – Vila Medeiros
Roteiro 23 – 3ª feira: Rua do Inverno, s/nº – Brasilândia
Roteiro 24 – 4ª feira: Rua Ushikichi Kamiya, altura do nº 1.700 – Tremembé
Roteiro 25 – 5ª feira: Avenida José Brito de Freitas, nº 800 – Casa Verde
Roteiro 26 – 6ª feira: Rua Júlio Dantas, s/nº – Vila Dionísia – Cachoeirinha
Roteiro 27 – Sábado: Avenida Alfredo Ribeiro de Castro, s/nº – Cangaíba
Roteiro 28 – Domingo: Praça Alcindo Rocha Campos – altura do nº 1.300 da Rua Nossa Senhora do Sabará – Campo Grande

SP lança o mais alto prêmio literário do Brasil

Criada pela secretaria de Cultura do Estado, láurea pagará R$ 200 mil para o melhor livro do ano e o melhor estreante

Autores brasileiros poderão inscrever trabalhos de 2007 a partir da próxima semana; o resultado será anunciado no dia 23 de novembro

Eduardo Simões

A Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo vai lançar nos próximos dias o mais bem pago prêmio literário do Brasil. O Prêmio São Paulo de Literatura pagará R$ 200 mil para o melhor livro de ficção do ano, mais R$ 200 mil para o melhor livro estreante, também ficção. A primeira edição levará em conta livros de autores brasileiros publicados no ano passado.

A quantia ultrapassa com folga os valores máximos de outras láureas já concedidas no país, como o prêmio Portugal Telecom (R$ 100 mil), o Zaffari & Bourbon (R$ 100 mil), da Jornada de Passo Fundo, e o Jabuti (R$ 30 mil), o mais antigo e tradicional de todos.

O novo prêmio perde apenas para o também recém-criado Leya (www.leya.com), do grupo editorial português de mesmo nome, que irá pagar 100 mil (cerca de R$ 262 mil) para o melhor romance inédito escrito em português. E dará ainda prêmios de 25 mil (cerca de R$ 65 mil) para um ou mais finalistas. Já o Camões premia um autor de língua portuguesa, pelo conjunto da obra, com 100 mil.

Segundo o secretário estadual de Cultura, João Sayad, o prêmio segue os moldes do Booker Prize, o mais tradicional do Reino Unido, e terá duas etapas: na primeira, um corpo de cinco jurados vai indicar os dez livros finalistas; na segunda etapa, outro grupo de cinco jurados vai apontar os dois livros vencedores.

Indicados pelo Conselho Estadual de Cultura, os dois júris serão compostos por um crítico literário, um editor, um escritor, um livreiro e um jornalista da área. Os nomes serão anunciados posteriormente.

Vendas
"O objetivo do prêmio não é tanto divulgar um determinado autor, e sim incentivar a venda dos livros. E a idéia é que sejam os melhores livros do ano, nada necessariamente revolucionário", afirma Sayad, que irá anunciar o prêmio na primeira edição do Festival da Mantiqueira, que acontece neste fim de semana.

As inscrições começam já na próxima semana e podem ser feitas pelas editoras ou pelos próprios autores, na Secretaria de Cultura do Estado, ou pela internet, numa página que ainda está sendo criada. A secretaria ainda estuda como os livros deverão ser enviados.

Ainda não há uma data para o anúncio dos dez finalistas. Mas o resultado do primeiro Prêmio São Paulo de Literatura já tem data marcada: 23 de novembro.

(Fonte: Jornal Folha de S. Paulo, 29/05/2008)

SP lança o mais alto prêmio literário do Brasil

Criada pela secretaria de Cultura do Estado, láurea pagará R$ 200 mil para o melhor livro do ano e o melhor estreante

Autores brasileiros poderão inscrever trabalhos de 2007 a partir da próxima semana; o resultado será anunciado no dia 23 de novembro

Eduardo Simões

A Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo vai lançar nos próximos dias o mais bem pago prêmio literário do Brasil. O Prêmio São Paulo de Literatura pagará R$ 200 mil para o melhor livro de ficção do ano, mais R$ 200 mil para o melhor livro estreante, também ficção. A primeira edição levará em conta livros de autores brasileiros publicados no ano passado.

A quantia ultrapassa com folga os valores máximos de outras láureas já concedidas no país, como o prêmio Portugal Telecom (R$ 100 mil), o Zaffari & Bourbon (R$ 100 mil), da Jornada de Passo Fundo, e o Jabuti (R$ 30 mil), o mais antigo e tradicional de todos.

O novo prêmio perde apenas para o também recém-criado Leya (www.leya.com), do grupo editorial português de mesmo nome, que irá pagar 100 mil (cerca de R$ 262 mil) para o melhor romance inédito escrito em português. E dará ainda prêmios de 25 mil (cerca de R$ 65 mil) para um ou mais finalistas. Já o Camões premia um autor de língua portuguesa, pelo conjunto da obra, com 100 mil.

Segundo o secretário estadual de Cultura, João Sayad, o prêmio segue os moldes do Booker Prize, o mais tradicional do Reino Unido, e terá duas etapas: na primeira, um corpo de cinco jurados vai indicar os dez livros finalistas; na segunda etapa, outro grupo de cinco jurados vai apontar os dois livros vencedores.

Indicados pelo Conselho Estadual de Cultura, os dois júris serão compostos por um crítico literário, um editor, um escritor, um livreiro e um jornalista da área. Os nomes serão anunciados posteriormente.

Vendas
"O objetivo do prêmio não é tanto divulgar um determinado autor, e sim incentivar a venda dos livros. E a idéia é que sejam os melhores livros do ano, nada necessariamente revolucionário", afirma Sayad, que irá anunciar o prêmio na primeira edição do Festival da Mantiqueira, que acontece neste fim de semana.

As inscrições começam já na próxima semana e podem ser feitas pelas editoras ou pelos próprios autores, na Secretaria de Cultura do Estado, ou pela internet, numa página que ainda está sendo criada. A secretaria ainda estuda como os livros deverão ser enviados.

Ainda não há uma data para o anúncio dos dez finalistas. Mas o resultado do primeiro Prêmio São Paulo de Literatura já tem data marcada: 23 de novembro.

(Fonte: Jornal Folha de S. Paulo, 29/05/2008)