A Casa de Rui Barbosa, instituição pública vinculada ao Ministério da Cultura,
edita livros desde 1942. Inaugurada em 1930, era, na sua origem, apenas um
museu, destinado a guardar a memória do ilustre brasileiro. Detentora de rico
acervo documental, ela se transformou com o tempo, e sob a liderança de Américo
Jacobina Lacombe, em centro de pesquisas e editora.
Ao longo de mais de sessenta anos, publicaram-se quase setecentos títulos,
isoladamente ou em co-edições. Não sendo uma editora comercial, tem tomado a si
a tarefa de publicar obras que abrangem um largo espectro de interesses
intelectuais, independentemente de indicadores de mercado. Com surpresa, viu
esgotar-se a maior parte dos títulos editados, o que mostra que o público
leitor se preocupa sobretudo com a qualidade editorial, que tem sido todo o
tempo a principal preocupação da Casa, desde a escolha dos títulos a serem
publicados até o cuidado no preparo do texto e na produção.
A partir de 1995, estruturando-se na Casa um Setor de Editoração, a atividade
editorial passou a apresentar o selo Edições Casa de Rui Barbosa, filiada à
Associação Brasileira de Editoras Universitárias e à Liga Brasileira de
Editoras, e com preocupação maior de distribuição das obras em âmbito nacional.
O exame das publicações da Casa de Rui Barbosa desde as Obras Completas do
Patrono, talvez o maior projeto editorial de que se tem notícia, com mais de
170 tomos, até textos técnicos de conservação e restauração de documentos
gráficos, passando por importantes obras no campo da Filologia, da História e
do Direito, é um indicativo seguro da importância desta instituição na cultura
brasileira.
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