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Nota sobre o caso “Omo-obá – Histórias de Princesas”, da Mazza Edições

A Libre – Liga Brasileira de Editoras vem a público se solidarizar com a Mazza Edições, editora responsável pela publicação do livro paradidático “Omo-obá – Histórias de Princesas”, da autora Kiusam de Oliveira e do ilustrador Josias Marinho. Como tornou-se público nesta segunda-feira (19/3/2018), o livro foi retirado do planejamento curricular da unidade de Volta Redonda da Escola Sesi, mantida pela Firjan – Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, após a coordenação pedagógica receber críticas de alguns pais de alunos por sua adoção.
A Mazza, integrante da Libre e presente no mercado há mais de três décadas, é uma referência na publicação de obras literárias e científicas sobre cultura africana e afro-brasileira. Nesse sentido, a escolha da obra pelos professores da Escola Sesi indica um olhar atento para a diversidade étnica, para a bibliodiversidade e respeito à lei nº 11.645/2008 (referente à obrigatoriedade de estudo de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena nos diferentes níveis de ensino)
Felizmente, a Escola Sesi reviu a decisão de excluir o livro do seu projeto pedagógico, já que tal medida não era condizente com o espírito democrático e igualitário que deve nortear a educação, do nível básico ao universitário. Tal espírito mostra-se cada vez mais urgente em tempos de disseminação de discursos e práticas de ódio na sociedade brasileira.
A Libre está e estará sempre atenta à defesa da bibliodiversidade, da democracia e da liberdade de expressão. Seguiremos acompanhando este caso de perto, seus desdobramentos e outros casos semelhantes que porventura venham a surgir.
Raquel Menezes
Presidente
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