Bienal 2013: Editores debatem o formato das Feiras de Livro na Bahia e na Alemanha

Bienal 2013: Editores debatem o formato das Feiras de Livro na Bahia e na Alemanha

As experiências da Editora Solisluna na Feira de Frankfurt e a visão de mercado da Liga Brasileira de Editoras (Libre). Esta foi a linha da conversa que aconteceu nesta segunda no Estande do Governo. Para André Valuche, diretor executivo da Libre, existe uma necessidade de se abrir mais espaço para feiras de livros envolvendo editoras independentes. “As feiras atuais não podem ficar restritas às pontas de estoque e aos best-sellers, é importante que autores que representem qualidade e diversidade tenham um lugar garantido”, defendeu Valuche.

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Já Valéria Pergentino (Solilusna), esteve na Feira do Livro de Frankfurt para divulgar os títulos publicados pela editora baiana. Ela disse que ficou surpresa com o grande interesse dos alemães pela temática afro-brasileira. “Foi uma experiência maravilhosa, nossos livros fizeram sucesso por lá. Outra coisa que deixou feliz foi constatar que as editoras da Bahia fazem um trabalho de qualidade que não deixa nada a desejar em relação às editoras estrangeiras”, destacou.

Logo depois, no mesmo espaço do Leituras Públicas, foi a vez do historiador Juvenal de Carvalho interagir com o público sobre as questões culturais da África e do Brasil. Ele lançou “Uma conversa sobre Áfricas” e disse que o livro é uma provocação, pois estimula o leitor a fazer as relações entre as duas culturas. “Eu discordo, por exemplo, quando dizem que a África foi islamizada. Na minha opinião, foi o continente que africanizou o Islã”, afirmou. Para a tarde desta terça, estão programadas atividades envolvendo edição especial do projeto Pós-Lida, apresentação do projeto Tempos de Arte Literária e Leituras Públicas com Adriano Eysen e Wladimir Queiroz, com mediação da jornalista Mariana Paiva.

(Texto e fotografia – Tom Correia – ASCOM/FPC)

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