Diretor da Mário de Andrade ressalta importância da Primavera dos Livros

Diretor da Mário de Andrade ressalta importância da Primavera dos Livros

A Libre (Liga Brasileira de Editoras) conversou com Luiz Armando Bagolin, diretor da Biblioteca Mário de Andrade, sobre a Primavera dos Livros e as perspectivas de parceria. Este ano o evento homenageou a literatura da periferia com a presença de mais de 15 coletivos de cultura da periferia de São Paulo na Praça Dom José Gáspar, no centro, onde a Primavera foi realizada.

O diretor da BMA conta que em julho do ano passado (2013) o Sarau da Coperifa, do poeta Sérgio Vaz, esteve na biblioteca para uma apresentação. “O evento foi histórico, por que nunca um sarau da Periferia pisou na BMA, muitas das pessoas que vieram nunca tinham entrado na BMA.”

De acordo com Bagolin, a ideia da Biblioteca era “promover a cultura independente", os escritores independentes e os saraus da periferia. “A Primavera potencializou aquilo que aconteceu em julho do ano passado. Dessa vez nós tivemos vários saraus e integramos essas pessoas e esses grupos à programação da Libre”, disse.

Para Bagolin, é de grande importância política integrar as diversas manifestações que acontecem em São Paulo, sejam as que estão nos bairros centrais, sejam as que estão na periferia. “A BMA é uma biblioteca que não pode apenas se ensimesmar em relação a seu próprio acervo e em relação às demandas dos grupos de produção cultural que estão imediatamente no nosso entorno. É uma meta da BMA e da Secretaria Estadual de Cultura fazer essa integração com as várias localidades, os vários territórios da cidade reconhecendo as produções que são feitas nesses lugares", afirmou.

“A Libre veio com a proposta da Primavera dos Livros não apenas como um evento comercial, mas principalmente um evento cultural, e a Biblioteca está aberta a esta parceria e feliz com os resultados do evento, que é sem dúvida, de grande importância para a cidade de São Paulo.”, disse Bagolin.

"Eu espero que a Primavera dos Livros entre no nosso calendário anual e que tenha uma perenidade, independente de gestões… independente de gestores da BMA, independente de secretários, que isso possa ter o apoio da população, da sociedade no sentido de perceber que é um pequeno passo mas é um passo importante no sentido de formar novos leitores, de já trazer uma resposta em termos de ação imediata a essa futura política municipal do livro, da leitura e das bibliotecas.”, finalizou.

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