Estação Liberdade e livro de Alexandre Kishimoto são premiados

Estação Liberdade e livro de Alexandre Kishimoto são premiados

A Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (Bunkyo), entidade com sede na cidade de São Paulo que tem por objetivo representar a comunidade nipo-brasileira e promover a preservação e a divulgação da cultura japonesa no Brasil (assim como da cultura brasileira no Japão), homenageou duplamente a Estação Liberdade em sua edição 2013 do prestigioso Prêmio Literário Nikkei.

A equipe de língua portuguesa da Comissão de Atividades Literárias (Nikkei Bunguei Sho) da instituição justificou a concessão da distinção pela “ampla divulgação da literatura japonesa no Brasil” a que a editora tem se dedicado nas últimas duas décadas, com lançamentos recorrentes de obras e autores do país oriental, entre clássicos e contemporâneos. A solenidade foi conduzida por Tuyoci Ohara.

Publicado pela Estação Liberdade, o livro do pesquisador nikkei Alexandre Kishimoto, Cinema japonês na Liberdade, que retraça a trajetória do circuito de cinemas do bairro nipônico paulistano a partir do pós-Segunda Guerra Mundial, também foi destaque no evento. A obra mereceu o Prêmio Especial, pela contribuição à preservação da memória histórica desta importante atividade cultural que, ao longo de décadas, vigorou na maior comunidade japonesa fora do Japão, atraindo imigrantes japoneses, nikkeis e toda uma geração de cinéfilos e cineastas brasileiros, como Carlos Reichenbach, Walter Hugo Khoury, Roberto Santos e João Batista de Andrade.

O diretor editorial da Estação Liberdade, Angel Bojadsen, agradeceu a honraria e ratificou o empenho da empresa em trazer ao público brasileiro o melhor da literatura produzida na Terra do Sol Nascente. “É com satisfação especial que recebemos esta dupla homenagem, à editora e ao autor Alexandre Kishimoto. Em particular pelo fato de os dois prêmios cobrirem duas atividades complementares da Estação Liberdade: a divulgação da literatura japonesa no Brasil no que ela tem de melhor e de mais representativo, de um lado, com traduções cuidadosas de autores japoneses do calibre de Soseki, Tanizaki, Kawabata, Nagai Kafu, Yasushi Inoue, Gozo Yoshimasu; e, de outro, a memória do legado deixado aqui pela comunidade nipônica, no caso um notável enriquecimento cultural com que São Paulo se viu presenteada, ao virar um pólo tão importante para a indústria cinematográfica japonesa, com os lançamentos japoneses sendo exibidos na Liberdade antes mesmo das capitais europeias e norte-americanas”, comentou Bojadsen. “Sabemos que a interlocução das respectivas culturas e manifestações artísticas, a começar pela literatura e pelo cinema, são fundamentais para o entendimento entre os povos e a superação de barreiras baseadas em antagonismos destrutivos. É nisso que trabalhamos diariamente.”

( Fonte: Estação Liberdade)

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