Isabel Diegues e Editora Cobogó são destaque no jornal <i>Valor Econômico</i>

Isabel Diegues e Editora Cobogó são destaque no jornal Valor Econômico

Conheça a história da editora que largou o cinema para dedicar-se a livros voltados para o mercado de arte

A reportagem "A cineasta que virou editora", publicada na edição do dia 2 de setembro do jornal Valor Econômico, conta como Isabel Diegues, filha de Cacá Diegues (um dos expoentes do cinema novo, diretor de "Bye Bye Brasil" e "Xica da Silva") e da cantora Nara Leão (1942-1989), largou uma carreira promissora no cinema para criar a Editora Cobogó e se dedicar à edição de livros sobre arte e cultura contemporâneas.

Isabel estava em um caminho seguro como cineasta. Formada em Letras pela PUC-RJ, atuou como roteirista e produtora e diretora. Produziu o premiado “Madame Satã” (2002) e ia dirigir seu primeiro longa quando resolveu largar de vez a vida nos estúdios. "Produzir um filme era tão exaustivo que passou a não ter o menor sentido fazer cinema. Era muito trabalho braçal para pouca reflexão – o cinema me distanciava do cinema", afirmou Isabel em entrevista ao Valor. Cansada da rotina exaustiva da produção cinematográfica, percebeu que precisava partir para outra área produtiva, tão interessante e fascinante quanto fazer filmes.

De acordo com o Valor, “o destino começou a mudar a partir de um telefonema da amiga e galerista Márcia Fortes, que, junto com o jornalista e crítico de arte Ricardo Sardenberg, sonhava em lançar uma editora voltada para a arte brasileira contemporânea. Eles queriam Isabel como sócia”.

Inicialmente ela relutou. "Não queria ser empresária. Era mais uma encrenca na minha vida. Mas eles insistiram tanto que topei fazer uma experiência de um ano", disse ao jornal. No começo os três sócios ficaram fazendo contas, tentando viabilizar comercialmente a Cobogó. "Logo no primeiro ano adorei o que estava fazendo", relata Isabel ao Valor.

"Eu me dei conta de que, no cinema, eu era também uma editora – de imagens – e que meu trabalho na Cobogó também carregaria muito disso, de ouvir o que o artista quer, de servir como uma espécie de 'espelho'. Sempre fui uma boa interlocutora, sempre gostei de conversar, de ouvir o projeto do outro", contou ao jornal.

O primeiro livro publicado pela editora foi "Saga Lusa: O Relato de uma Viagem", de Adriana Calcanhotto. "O livro da Adriana foi ótimo para a gente entender como funcionava o mercado, principalmente a questão do lançamento, que envolve uma série de questões que a gente não tinha a menor familiaridade. Estávamos todos no escuro, tateando", diz a editora na reportagem.

O Valor acrescenta que “cinco anos depois, a Cobogó atingiu um patamar jamais imaginado por Isabel e Márcia Fortes – Sardenberg deixou a sociedade. A equipe continua enxuta (11 funcionários fixos) diante do que a editora produz hoje: livros elogiados pelo acabamento e conteúdo que cobrem um nicho rejeitado, devido ao alto custo de produção e pouco apelo popular, pelas grandes editoras, que preferem investir em publicações mais palatáveis.”

“Com dez livros sobre teatro em seu catálogo, a Cobogó, porém, não pretende ser uma editora segmentada. O recorte escolhido (cultura contemporânea) permite à editora abrir um leque extenso, explorar as mais variadas formas de arte”, diz Isabel na matéria, revelando que seu desejo é publicar mais obras sobre música e cinema.

De acordo com o Valor, a Cobogó já é referência em teatro e artes plásticas, e agora Isabel quer publicar mais livros sobre música e cinema. "É a vantagem de ter uma editora de arte contemporânea: a abrangência é enorme", disse a editora.

"Não tenho a mínima vontade de voltar a fazer cinema", afirma Isabel, ao ser perguntada se sentia saudades das telas. "Quero muito, por exemplo, uma coleção ligada ao cinema contemporâneo."

(O texto completo da reportagem está disponível para cadastrados no site do jornal Valor Econômico)

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