José Castello conversa sobre a paixão pela literatura na Primavera dos Livros

José Castello conversa sobre a paixão pela literatura na Primavera dos Livros

A Primavera dos Livros no Rio de Janeiro, maior feira editorial independente do país, recebeu no sábado (26/10) o Patrono do evento em 2013, José Castello, que conversou com o público sobre sua vida como leitor e escritor e elogiou a iniciativa da Liga Brasileira de Editoras (Libre). A mesa contou com a participação de Raquel Menezes, diretora e editora da Oficina Raquel e teve mediação de Suzana Vargas, criadora e diretora da Estação das Letras.

Raquel Menezes abriu o debate explicando sobre a Liga Brasileira de editoras e sua função no mercado editorial brasileiro atualmente: "A Libre é uma entidade apaixonada pelos livros, defensora da bibliodiversidade". José Castello ressaltou a importância da edição independente no momento em que o mercado está tomado pelas grandes editoras. Para ele, "a Libre desenvolve um trabalho de resistência, respeitando a singularidade de cada projeto editorial". Castello afirmou também que vê a literatura como lugar da diversidade. "Faço uma aposta firme na literatura e na pequena edição", disse.

José Castello é jornalista, escritor e crítico literário, autor de diversos títulos entre eles "Vinicius de Moraes: O poeta da paixão" (Companhia das Letras, 1993), "Inventário das sombras" (Record, 1999) e "A literatura na poltrona" (Record, 2007), além de "Ribamar" (Bertrand Brasil, 2010, prêmio Jabuti de melhor romance de 2011).

O autor contou que suas obras muitas vezes são escritas simplesmente por acaso e citou “João Cabral” e “Ribamar” como exemplos. "Eu acredito no acaso, no acidente, nas coisas que acontecem quando menos esperamos. Acredito que o escrever é um processo de escuta desse acaso. Eu não tenho um projeto, meus livros vêm de acidentes, incidentes, e acaso, uma das forças mais poderosas não só do escritor, mas da vida da gente.", disse.

Como leitor, Castello disse ver a leitura como uma aventura. “Quando você abre um livro, você entra numa floresta, um mundo desconhecido. Existem várias maneiras de ler um livro, não ‘jeito certo’, cada um encontra sua própria forma de ler”, afirmou. Quando questionado sobre como escolhe livros para ler, Castello disse: “Procuro coisas que nunca li, procuro a estranheza, o novo e assim escolho os livros que lerei”.

José Castello também explicou que não se vê como crítico literário. “Não tenho paciência para polêmica literária. O que eu ofereço ao leitor é a minha leitura daquele livro. Quando escrevo sobre um livro, quero tocar o leitor e estabelecer um canal de comunicação. Escrevo para dialogar, para conversar”, finalizou.

(Foto: Vitor Vogel)

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