Libre e FPA debatem incentivo à leitura e produção editorial do livro

Libre e FPA debatem incentivo à leitura e produção editorial do livro

A Liga Brasileira de Editoras (Libre) organizou encontro com Marcio Pochmann, presidente da Fundação Perseu Abramo, na tarde do dia 19 de agosto, para ouvir e conversar sobre o Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca.

A Liga Brasileira de Editoras é uma rede de editoras independentes, que trabalham cooperativamente, pelo fortalecimento de seus negócios, do mercado editorial e da bibliodiversidade.

Pochmann falou sobre a importância dos indicadores para saber os caminhos do segmento dos livros e também explicou que a "ascensão social dos mais pobres no Brasil ampliou o consumo mas não a aquisição de bens culturais".

Libre visita FPA e debate incentivo à leitura

O presidente da FPA também demonstrou preocupação que a ampliação da renda precisa dar acesso à cultura e com o tempo livre das pessoas: "as praças e espaços públicos como terminais de ônibus e metrô poderiam ter livros e com isso gerar contato físico com o livro e assim construir uma política pública de leitura".

A Libre pretende, com encontros como o de hoje, identificar e convocar as lideranças locais e comunitárias para debater; mapear as iniciativas de incentivo à leitura, à literatura e à difusão do livro; sensibilizar a população e o governo para a necessidade de uma ação articulada de incentivo à leitura.

Haroldo Ceravolo Sereza, presidente da Libre, apresentou uma série de questionamentos e informações. Para ele, a entidade quer dar respostas à falta de livrarias na cidade: "São Paulo é uma cidade sem livros".

Márcio de Carvalho, secretário-geral do SEEL-SP, o sindicato dos trabalhadores em editoras, apresentou alguns dados sobre o perfil da categoria, suas expectativas e dúvidas diante das mudanças impostas pela digitalização.

Para Rogério Chaves, coordenador da Editora FPA e também da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Editoras de Livros, há uma demanda reprimida de leitura. "A internet ajudou o livro a chegar onde não chegava. Mas há falta de pesquisas consistentes e é preciso envolver a educação no debate sobre leitura.

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