Oficina Raquel lança na 23ª Bienal ‘Da vida de um imprestável’, de Joseph Von Eichendorff

Oficina Raquel lança na 23ª Bienal ‘Da vida de um imprestável’, de Joseph Von Eichendorff

Livro do importante escritor alemão é editado pela primeira vez no Brasil. O lançamento será no dia 27 de agosto, às 17h. A mesa-redonda ‘Traduzir Eichendorff, pensar o Romantismo alemão’ reunirá Fernando Miranda, Nathaschka Martiniuk e Raquel Menezes, no Estande Conjunto Alemanha e Suíça, da Bienal de Literatura, em São Paulo

Quase duzentos anos após a publicação do original, a Oficina Raquel edita pela primeira vez no Brasil o clássico do romantismo alemão Da vida de um imprestável (Aus dem Leben eines Taugenichts), de Joseph Freiherr von Eichendorff. O autor é um dos mais importantes escritores desse movimento que surgiu nas últimas décadas do século XVIII na Europa e suas obras desfrutam de grande popularidade ainda hoje na Alemanha.

Da vida de um imprestável é uma novela sobre um desocupado rapaz lançado ao mundo pelo pai. A tradução é de Fernando Miranda e contou com o apoio do Goethe-Institut. O livro será lançado na 23ª Bienal de Literatura, em São Paulo, no dia 27 de agosto, com a mesa-redonda ‘Traduzir Eichendorff, pensar o Romantismo alemão’, que reunirá o tradutor Fernando Miranda, a pesquisadora da obra de Eichendorff Nathaschka Martiniuk e a editora Raquel Menezes.

Acompanhado do seu violino, a personagem Taugenichts vive inúmeras experiências, conhece novos lugares e pessoas. No início do livro ele é um imprestável (Taugenichts). Após sair do vilarejo onde vivia, vira jardineiro e depois coletor de impostos. Volta a ser um errante e passa por inúmeras peripécias. Acaba por se tornar um nobre (ou pelo menos é tratado e se sente como tal). Volta a ser um andarilho, vive outras aventuras, até que por fim reencontra sua amada.

O texto é entrecortado por poemas. Para o filósofo Theodor Adorno Joseph von Eichendorff foi um escritor em transição para a poesia moderna. Autor de uma vasta obra poética, com cerca de 500 poemas, Eichendorff é considerado um poeta lírico.

Grandes compositores serviram-se da sonoridade de seus versos, como Robert Schumann que compôs o Liederkreis Opus 39, no qual musicalizou 12 poemas de Eichendorff; e Richard Strauss que compôs Vier letzte Lieder, onde a quarta “canção” é uma composição para o poema Im Abendrot (No crepúsculo), de Joseph von Eichendorff.

“Mais do que uma mera característica de seus versos, a poética lírica de Joseph von Eichendorff tem como tarefa acordar a música de todos os objetos. Um convite à meditação, à dissolução, ao prenúncio do mistério” explica Nathaschka Martiniuk, autora do posfácio do livro e pesquisadora da poesia de Eichendorff.

As novelas do escritor alemão são consideradas tão valiosas quanto sua poesia, com personagens que não se deixam absorver pela sociedade burguesa da época — voltada ao trabalho e aos objetivos práticos. Como conservador aristocrático e antipático à burguesia, Eichendorff era um romântico que simpatizava com os ‘inimigos’ da classe dominante de sua época: os errantes e os apátridas.

Durante toda a narrativa a personagem Taugenichts mantém uma característica: a valorização da liberdade e o ócio dedicado à contemplação. Como ele mesmo se descreve, “um pássaro que foge de toda e qualquer gaiola o mais rápido possível e que se põe a cantar alegremente logo que se vê livre novamente”.

Se cala o homem a alegria latente
Murmura a terra como nos sonhos
Maravilhosos com todas as árvores
Tanto ignora o coração,
Velhos tempos, dores amenas
E leves calafrios percorrem
Relampejantes o peito

(uma das poesias de Da vida de um imprestável)

Serviço
Lançamento – 27 de agosto de 2014
Com a mesa-redonda ‘Traduzir Eichendorff, pensar o Romantismo alemão
Palestrantes: Fernando Miranda, Nathaschka Martiniuk e Raquel Menezes
23ª Bienal Literatura
Às 17h

Estande Conjunto Alemanha e Suíça
Estande L300
Português
Entrada franca
Inscrição antecipada – 11 3296-7051

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