Revista da Mário de Andrade traz fotos históricas de Hilda Hilst e da Boca do Lixo

Revista da Mário de Andrade traz fotos históricas de Hilda Hilst e da Boca do Lixo

Com textos sobre autores proibidos ou polêmicos, como Sade, Gregório de Matos e Glauco Mattoso, o volume 69 da Revista da Biblioteca Mário de Andrade apresenta um dossiê sobre Hilda Hilst e outro sobre a Boca do Lixo, região de prostituição e boemia, mas também de intensa produção cultural e que já foi um importante polo cinematográfico.

Sob o título Obscena, a revista traz dossiês, entrevistas e ensaios críticos que colocam em cena autores, obras e temáticas eróticas, grotescas, malditas. A versão eletrônica da revista já está disponível, clique aqui para conferir.

Uma série de eventos ao redor do lançamento da revista acontecerão durante o mês de dezembro. Confira a programação especial da biblioteca:

Exposições fotográficas “Retratos de Hilda Hilst” e “Boca do Lixo”
Locais: Terraço da Biblioteca Mário de Andrade e sala de exposições.
Abertura das exposições “Retratos de Hilda Hilst”, com fotografias da escritora por Fernando Lemos, e “Boca do Lixo”, com fotos históricas por Ozualdo Candeias.
Publicadas nas páginas da RBMA 69: Obscena, os belos retratos que Fernando Lemos fez de sua amiga Hilda Hilst, no esplendor de sua beleza física, tomam as paredes do terraço da Biblioteca Mário de Andrade, no 3º andar.
Já a sala de exposições do térreo é tomada pelas fotografias que Ozualdo Candeias tirou da antiga zona da Boca do Lixo, no bairro da Luz. Polo da indústria cinematográfica marginal nas décadas de 1950 a 1970, a Boca teve suas ruas mapeadas pelo fotógrafo e cineasta na época de auge da região.

Teatro: A Obscena Senhora D.
Dia 05 e 06 de dezembro – das 19h às 21h
Local: Auditório
Classificação etária: 16 anos
Germano Mello e Suzan Damasceno adaptaram a novela A Obscena Senhora D. (1982), de Hilda Hilst, transformando o texto em monólogo dramático. Dirigida por Donizeti Mazonas, Suzan encarna a viúva sexagenária Hillé, que decide viver num vão de escada de onde lança impropérios contra a mediocridade do mundo. A atriz tem perfeito domínio sobre o papel, controlando os excessos aos quais uma personagem atrevida como a Senhora D. pode incitar.

Teatro: Osmo
Dia 12 e 13 de dezembro – das 19h às 21h
Local: Auditório
Classificação etária: 16 anos
Leitura dramática de “Osmo”, conto retirado de Fluxo-Floema (1970), de Hilda Hilst. Neste espetáculo, Suzan Damasceno e Donizeti Mazonas invertem os papéis: dirigido por Suzan, Donizeti faz a leitura dramática do texto de “Osmo”, com pouquíssimas adaptações. O personagem que dá nome ao conto é um assassino que, ao confessar seus crimes, sem remorso ou qualquer tipo de sentimento em relação a suas vítimas, aproveita para filosofar sobre a morte e sobre Deus. O humor negro do texto agradou alunos de ensino médio quando a peça foi apresentada em setembro de 2012.

Poesia cantada
Dia 07 e 14 de dezembro – às 14h
Local: Jardim contemplativo
A morte, tema recorrente na obra de Hilda Hilst, recebe um tratamento diferenciado em Da morte. Odes mínimas (1980), texto base deste espetáculo musical, com Danielle Rosa e Maira Mesquita (vocais), Fábio Leão (cello) e Ricardo Carneiro (violão). O compositor Henry Burnett aproveita a ideia da experimentação de uma mistura de luta, dor, prazer e alegria – definição de morte apresentada por Hilda na obra –, para selecionar e musicar os poemas na cadência da fala portuguesa, servindo-se da mistura de gêneros populares brasileiros.

Senhas para os eventos do auditório serão distribuídas com 1h de antecedência. Lotação máxima: 175 lugares.

(Fonte: Prefeitura de SP)

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