‘Rio em seis tempos’ homenageia os 450 anos do Rio

‘Rio em seis tempos’ homenageia os 450 anos do Rio

Cenários, personagens e impressões de um Rio do passado, do presente e do futuro, em seis contos de Alexandre Kostolias

No ano em que a cidade do Rio de Janeiro comemora 450 anos, o escritor carioca Alexandre Kostolias lança Rio em seis tempos (Ed. Jaguatirica), que reúne seis contos em celebração ao estilo carioca de viver e sentir. Com um humor sarcástico e crítico, Kostolias revela um Rio através de “tempos”, com histórias que retratam a cidade e personagens que nela vivem ou viveram. O lançamento acontece no dia 26 de março, às 19h, na Livraria da Travessa de Botafogo (Rua Voluntários da Pátria 97). O livro traz o selo oficial comemorativo dos 450 anos.

As maravilhas e infortúnios de um mesmo Rio, em diferentes épocas, compõem as narrativas. Em 1785, em pleno período colonial, o alfaiate Alexandre Bartholomeu Gusmão de Sá, personagem do primeiro conto, tenta a sorte de ser atendido pelo vice-rei, à quem pretende solicitar autorização para abrir uma pequena indústria de confecção. Embora parecesse improvável, de fato essa foi uma atividade proibida em todo o território nacional pela rainha Dona Maria, “a Louca”.

O segundo e terceiro contos, entrelaçam histórias de dois personagens que se apaixonam pela cidade e pelo jeito carioca de ser. Depois de receber ajuda da Princesa Isabel, que permanecia exilada do Brasil na Normandia, Colette, uma francesa em fuga da Primeira Guerra Mundial, resolve conhecer o país de onde vinha gente tão generosa. Para o maestro italiano Giacomo, que ocupou durante anos o cargo de primeiro violoncelista da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal, a escolha pelo Rio era simples: aqui era o único lugar no mundo onde se podia andar de bermuda!

Graça, a heroína feminista do Cordovil, que não se rende aos assédios do patrão enfeitiçado por sua beleza suburbana, é protagonista do quarto conto. Morena de corpo escultural e valente, a moça enfrenta situações perigosas na cidade que cresceu e se tornou refém da violência.

Como muitos outros portugueses que vieram para o Brasil, Manuel Gonçalves das Neves, camponês do Minho, passou a vida inteira trabalhando em sua singela padaria no bairro de São Cristovão. O que nínguem imaginava, nem muito menos Apolinário das Neves, seu único herdeiro e nascido no Rio, era que, embora tivessem vivido como pobres, o pai escondida um enorme patrimônio.

O autor antevê um Rio futurístico como cenário de seu primeiro sci-fi, ambientado no Rio de 2065, ano do Quinto Centenário da cidade. O Aeroporto Internacional e Estação Espacial Tom Jobim (EETJ) terá como destino principal o planeta Marte, já habitado e “desenvolvido”, e São Paulo e Rio de Janeiro serão uma única megalópole – Riosp –, ligadas por um trem de altíssima velocidade que fará o trajeto em exatos 34 minutos.

A maioria dos contos foram baseados em fatos que o próprio autor presenciou e personagens que teve a sorte de conhecer, e outros inspirados em histórias compartilhadas por sua mãe, à quem dedica o livro.

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Serviço
Lançamento: Rio em seis tempos
Data: Quinta-feira, 26 de março de 2015, às 19h
Local: Livraria Travessa de Botafogo (Rua Voluntários da Pátria 97)

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